Nova BNCC do Ensino Médio usa flexibilidade para aumentar interesse de estudantes

Após mais de três anos de debates, em dezembro de 2018, a versão final da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Médio foi aprovada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e homologada pelo Ministério da Educação (MEC).

O documento define as competências e habilidades básicas que os estudantes brasileiros devem adquirir ao longo do Ensino Médio, propondo mudanças que devem ser adotadas por todos os centros de ensino do país até o início do ano letivo de 2022.

É válido notar que, em dezembro de 2017, já havia sido aprovada a base referente à Educação Infantil e ao Ensino Fundamental. Agora, com a recente aprovação da BNCC do Ensino Médio impulsiona-se a proposta Reforma desta etapa da educação básica.

Segundo o governo, a necessidade de um Novo Ensino Médio justifica-se, não apenas para combater os fracos resultados em avaliações externas e frear a evasão, mas também como forma de criar maior identificação dos jovens com a escola, sabendo que esses jovens não são um grupo homogêneo.

Assim, o Novo Currículo do Ensino Médio envolve certa flexibilidade, oferecendo aos estudantes a possibilidade de construir percursos de aprendizado de acordo com suas aspirações.

Confira mais detalhes sobre a nova Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio a seguir:

 




 

O que deve mudar com a aprovação do Novo Currículo?

Antes da BNCC, não havia no país um currículo obrigatório, mas havia seis disciplinas indispensáveis para o Ensino Médio estabelecidas por lei: Português, Matemática, Artes, Educação Física, Filosofia e Sociologia.

O Novo Currículo, por sua vez, não é focado em disciplinas obrigatórias (exceto Português e Matemática). Ele está estruturado em torno de áreas do conhecimento que agrupam conteúdos, competências e habilidades diversos, buscando maior aproximação entre os aprendizados de sala de aula e a vida real (saiba mais no tópico a seguir).

Além disso, a carga horária mínima de estudos deve aumentar até 2022, de 800 horas para 1000 horas por ano (e futuramente, para 1400). Já a carga máxima deve ser de até 1800   horas para conteúdos da grade comum, sendo o restante do tempo dedicado aos itinerários formativos à escolha do estudante.

Ou seja, o aluno dedicará uma parte do seu tempo ao aprendizado do conteúdo geral básico (da BNCC) e outra parte à sua formação na área de conhecimento desejada ou em uma área técnica.

Assim, o Novo Currículo do Ensino Médio estimula a ampliação das matrículas em tempo integral, em conformidade com o Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece como ideal um mínimo de 25% de matrículas da educação básica em tempo integral até 2024.